Informativo Artigos - Junho / Julho - 2003
Conheçam o Programa do Comitê Municipal - São Paulo 450 Anos!
O Sinapesp - Aiap/Unesco é uma das 120 importantes entidades integrantes do Comitê Municipal - São Paulo 450 Anos; iniciativa da Prefeitura do Município de São Paulo e presidido pelo Sr. Celso Marcondes - Presidente do Anhembi - Turismo e Eventos, para a organização da Comemoração dos 450 Anos da Cidade.
O Comitê Municipal é um grupo de trabalho ativo para, junto com representantes da Prefeitura de São Paulo, do Governo do Estado e da Comissão Executiva das Comemorações, ser responsável pela avaliação e seleção das propostas de atividades e eventos, dar apoio na busca de parcerias e na divulgação das ações relacionadas à Comemoração.
O Calendário Oficial para as comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo está em fase de formatação. Nesta fase preliminar já foram aprovados eventos de 12 de outubro de 2003 a 31 de janeiro de 2004.
Ainda estão abertas inscrições para apresentação de projetos.
O Calendário Oficial para as comemorações dos 450 anos da Cidade de São Paulo possui eventos para o Ano todo de 2004.
Conheçam a Programação através do site: www.450anos.com.br
Maiores informações entre em contato em nossa sede.
Participe da Enquete: Valorização do Desenho Nacional - Campanha sobre enlatados
A Federação Nacional dos Empregados Desenhistas - FENAEDES convida a todos para participar da Campanha de valorização do Desenho Nacional enviando a resposta da questão abaixo por fax (11) 3884-1727 ou e-mail ao Sinapesp-Aiap/Unesco:
Nome:
Contato:
Profissão:
Você concorda com a violência nos desenhos infantis? Por quê?
“Homenagem ao Artista Plástico”
As artes plásticas acompanham o
homem desde sua primeira incisão
feita numa caverna até hoje nas
suas mais variadas modalidades e
linguagem.
Contam sua história,
espelham civilizações e épocas,
enriquecem o patrimônio humano,
instigam a reflexões,
provocam o aparecimento do novo
e tornam a vida mais completa.
Neste 8 de Maio,
Dia do Artista Plástico,
nossos cumprimentos
e homenagem a você.
Alexandre Martins
Publicitário, Diretor de Marketing da Equal Optinize.
Previdência Social lembra o Dia do Artista Plástico
Vide a notícia visitando o endereço na internet abaixo:
Convênio do Sinapesp-Aiap/Unesco com a Câmara da Indústria Comércio e Turismo Brasil México.
Concretizamos na noite da entrega do I Prêmio Bramex Ambiental, no Memorial da América Latina o Convênio do Sinapesp-Aiap/Unesco e a Câmara de Indústria, Comércio e Turismo Brasil México através da assinatura do Acordo para a incrementação do intercâmbio artístico e realização de projetos para a promoção dos artistas plásticos brasileiros e mexicanos. Acordo este firmado através de seus Presidentes Antonietta Tordino e Antonio Carlos Mourão Bonetti, testemunhado por autoridades participantes como os representantes do Poder Público Paulista Sr. Oswaldo Massambi - Secretário Adjunto de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo e Sr. Paulo Ferreira - Secretário Adjunto do Meio Ambiente do Estado e pelo Cônsul Adjunto do México Sr. Ricardo Ahuja.
Salientamos que esta parceria informalmente já era realizada há vários anos graças ao engajamento dos colaboradores das entidades.
As empresas premiadas no I Prêmio Bramex Ambiental foram:
·General Motors do Brasil
·Empresa Indústria e Comércio Guarani
e Menções Honrosas para; Empresa Ambioland e Animi do Brasil de Couros..
Os premiados receberam como troféu esculturas da artista plástica nossa associada Yone Di Alerigi, especialmente desenvolvidas para o evento.
Discurso:
Prezadas Autoridades presentes, Empresários, Artistas, meus Senhores e minhas Senhoras.
Com grande satisfação concretizamos nesta noite o Convênio do Sinapesp-Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado de São Paulo e também Comitê Nacional Brasileiro da AIAP-Associação Internacional de Artes Plásticas, órgão vinculado a Unesco e a Câmara de Indústria, Comércio e Turismo Brasil México.
Parceria esta que informalmente já está sendo realizada há alguns anos graças ao engajamento dos colaboradores do Sinapesp e da Câmara, que são pessoas sensibilizadas na luta pelo desenvolvimento e divulgação da área de artes plásticas neste país.
Concentro todos os agradecimentos ao amigo Antonio Carlos Mourão Bonetti que sempre estimulou e demonstrou grande empenho na realização de projetos para a promoção de artistas brasileiros e mexicanos.
Acreditamos que esta parceria poderá incrementar o intercâmbio artístico Brasil México, estreitando cada vez mais nossas relações de países irmãos e terá a missão de revelar a produção artística para a sociedade.
Obrigada, Antonietta Tordino.
O que facilita o envolvimento com a obra de arte.
·Informe-se sobre o que vai ver: a biografia do autor ou os dados sobre a obra, como as circunstâncias em que ela foi produzida.
·Vá preparado para deparar-se com o fator surpresa, inerente à toda obra e que existe independentemente de o visitante possuir ou não conhecimento sobre ela. Vá despojado, aberto a essa descoberta.
·Esteja aberto para não conseguir “ler” tudo sobre a obra num primeiro momento. A riqueza da obra e/ou o momento em que se encontra o expectador podem impedi-lo de usufruir da obra. Também pode implicar o retorno do visitante à exposição. Isso explica porque as grandes obras, ricas de conteúdo, envolve várias visitas.
·Vá admirar uma exposição provido de disponibilidade, o que significa atenção, tempo de observação, reflexão e prazer em encontrar, por meios intuitivos, relações que o seduzem.
·Não se obrigue a gostar do que os críticos aclamaram. Não existe obrigação em compartilhar a opinião deles.
·Leve companhia para a exposição, um amigo, parente ou o companheiro(a) para trocar idéias com você. O acompanhante pode ver elementos para os quais você não prestou atenção.
·A visita guiada é oportuna, pois favorece a “leitura” da obra e aumenta o envolvimento do expectador com ela.
·Depois da visita, o ideal é que a pessoa se aprofunde na obra ou no autor. Isso, com certeza, fará com que ela queira rever a exposição.
Fonte: Elza Ajzenberg, diretora do MAC/USP, e Jorge Coli, professor de história da arte da Unicamp e colunista da Folha. - folhaequilíbrio 15/05/2003.
Prêmio ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte
Premiados em 2002:
Prêmio Gonzaga Duque - Jorge Coli
Prêmio Mário Pedrosa - Waltercio Caldas
Prêmio Sérgio Milliet - Ruth Tarasantchi
Prêmio Ciccíllo Matarazzo - Ítalo Campofiorito
Prêmio Mário de Andrade - Geraldo Edson de Andrade e Radha Abramo
Prêmio Clarival do Prado Valladares - Arcângelo Ianelli
Prêmio Maria Eugênia Franco - Paulo Klein
Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade - SESC-São Paulo
Menções Honrosas Especiais - Casa de Cultura de Joinville, Centro Cultural Banco do Brasil/Brasília , Fundação Inimá de Paula, Adir Botelho, Pierre Santos e Ricardo Brennand.
Homenagens - Esther Emílio Carlos e Ruy Mesquita.
Dia do Ceramista
Dia 28 de maio foi o dia do ceramista. Parabéns a todos aqueles que contribuem para esta atividade tão importante na História Humana.
“Museu das Artes Gráficas” será reaberto em 1º de agosto
No dia 05 de maio, a secretária da Cultura, Cláudia Costin, recebeu para uma reunião o jornalista Gualberto Costa, presidente do Instituto Brasileiro das Artes Gráficas e idealizador do chamado Museu das Artes Gráficas (MAG); o jornalista Zélio Alves Pinto, editor do jornal O Pasquim; e Fausto Longo, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(Fiesp), ex-desenhista e um dos fundadores do Salão de Piracicaba.
A pauta do encontro foi o entendimento entre as partes sobre a polêmica criada em torno do fechamento do MAG, A secretária Cláudia Costin tornou a explicar os motivos de sua decisão: o alto custo de sua manutenção (R$159 mil por ano) e a baixa visitação (em média duas pessoas por dia), devido às obras estarem expostas em espaço de pouca visibilidade. Itens estes que suscitaram o pedido de doação ou venda do acervo, feito pela secretária na ocasião.
O grupo foi unânime: “começar de novo é a melhor solução”. Desta vez, porém, com a criação de um Conselho que, durante alguns meses de trabalho, fará o projeto para o Museu. De seu lado a Secretaria conseguiu reformular o modelo instalado anteriormente e usará seus próprios funcionários nos trabalhos demandados pelo MAG. Com isso, foi conquistada a economia do montante antes gasto com a manutenção do museu.
A data escolhida para a retomada das atividades do MAG foi 1º de agosto, em uma mostra itinerante, durante o Salão de Humor de Piracicaba.. O acervo do museu permanecerá guardado no Arquivo do Estado, que possui a melhor tecnologia de preservação e restauração de papel do Brasil.
Quanto à exposição deste acervo, as obras devem passar a circular nos espaços da Secretaria do Estado da Cultura como a Pinacoteca, o Museu da Imagem e do Som(MIS) e o Paço das Artes Também serão organizadas mostras itinerantes, a modelo da primeira, para percorrer as cidades do Estado de São Paulo e, com isso, cumprir um dos objetivos do Governo do Estado que é a interiorização da cultura.
Homenagem - Sugestão de homenagem póstuma para o catálogo do 54º Salão Paulista.
Francisco Cimino nasceu em Araras/SP a 27 de março de 1904, faleceu em Amparo/SP em 1984. Formou-se com distinção no Conservatório Carlos Gomes de Campinas. Fundou com o Maestro João Batista Julião e o Maestro Villa Lobos o primeiro Conservatório de Canto Orfeônico Estadual. Este Conservatório funcionou no Instituto de Educação Caetano de Campos do qual Cimino dói diretor efetivo até sua aposentadoria em 1955.
Agripino Grieco assim se referiu ao grande poeta, pintor e músico; “Que preferir em Francisco Cimino? O Poeta, o pintor ou o músico? O poeta põe emoções humanas de extrema modernidade em ritmo de pureza clássica. O pintor é um colorista que faz vibrar a luz dos trópicos. Mas o músico é que deslumbra, na sua torrente de harmonias, em que se vai misturando uma doce melodia queixosa de artista que eleva sempre o folclore à dignidade de grande arte criadora”.
O Salão Paulista de Belas Artes a quem o professor Francisco Cimino prestou relevantes serviços está devendo à sua memória uma homenagem, minha sugestão é que nesse 54º Salão Paulista de Belas Artes, o seu catálogo estampasse o seu retrato pintado pelo seu grande amigo Gilberto Macrina, com o texto acima que foi tirado da capa do disco lançado em 1982, com suas composições executadas ao piano por Cláudio de Brito.
*Maria Gilka, artista plástica associada e jornalista.
“Por Que e Para Que Expor?”
Vou com alguma freqüência ao Rio de Janeiro e sempre percorro o circuito de exposições de Artes Plásticas. Num dos meses do final do ano passado, consultando os jornais especializados, contei 19 Centros Culturais, fora Museus, Salas e Galerias particulares e institucionais. A maioria estava com salas vazias, ou com apenas seus pequenos acervos. Isto me levou a analisar com maior profundidade as dificuldades de expor e ser visto e quais os resultados financeiros e de projeção pública de um artista plástico que se dispõe a organizar uma mostra nestes espaços.
Fiz um levantamento e um verdadeiro roteiro que considero bastante importante colocar no papel. Enumerei 9 itens principais:
1.Tempo e custo na elaboração dos trabalhos: material e horas de execução;
2.Montagem e desmontagem dos trabalhos: material, mão-de-obra e custos de locomoção;
3.Transporte do material até o local da exposição e retorno das obras;
4.Montagem da exposição: pessoal especializado;
5.Convites: projeto gráfico, impressão e postagem;
6.Catálogos: projeto e execução;
7.Abertura da Exposição: traje, fotos, coquetel;
8.Divulgação: assessoria de imprensa e contatos;
9.Segurança e Atendentes: (durante a exposição, conforme o local).
O saldo? Talvez nem tendo a sorte de vender alguns, ou vários trabalhos, o artista conseguirá arcar com todos os gastos e ainda se sustentar até a próxima exposição. Acredito que está plenamente explicada a causa de tantos espaços importantes de Artes vazios e ao mesmo tempo, haver tantos artistas locais, ou nacionais, precisando mostrar suas obras.
Os espaços culturais e galerias só têm interesse de investir em grandes nomes ou grandes eventos.
*Glaé Macalós - Artista plástica, arquiteta e uma das fundadoras do Núcleo de Gravuras de Porto Alegre/RS, também associada do Sinapesp/Aiap.
Política Cultural - Opinião
Contrapartida social da cultura, um triste ato falho.
Paulo Pélico - 05/04/2003
“Alguém
consegue imaginar o Governo exigindo contrapartida social para a
educação? Para a saúde?”
Sabemos
que na sua condição de mecanismo psicológico o
ato falho só poderia acometer indivíduos. No entanto,
como o Brasil é um país surpreendente, estamos
testemunhando uma variação rara deste fenômeno e
que está se manifestando não na comunicação
de pessoas, mas em alguns aspectos da política do atual
Governo, inaugurando uma nova modalidade, o ato falho institucional.
Refiro-me a esta novidade da
política cultural brasileira, a famigerada contrapartida
social da cultura. Para aqueles que não estão
acompanhando de perto, vale a pena esclarecer que inúmeras
autoridades ligadas à cultura de várias esferas
governamentais têm se declarado favoráveis ao
atrelamento da produção cultural incentivada a
programas de caráter social. Não, não se está
propondo ingressos mais baratos para o público, nem doação
de lotes de livros para bibliotecas públicas. Isto sempre se
fez em larga escala desde o advento das leis de incentivo fiscal à
cultura no país. O que se quer, embora nem sempre se diga com
todas as letras, é que os produtores culturais, quando
financiados por incentivos fiscais, desenvolvam programas
assistencialistas no bojo de seus projetos. As sugestões são
variadas e para todos os gostos. Vão de contribuições
ao Fome Zero até ações que visam inibir a
violência juvenil.
A Secom (Secretaria de Comunicação
de Governo e Gestão Estratégica) órgão
que vai controlar os recursos incentivados oriundos das empresas
estatais, nega que o critério da contrapartida social
seja eliminatório, mas nem precisa ser. O simples anúncio
de que será um fator valorativo nas propostas bastará
para abrir uma corrida entre os produtores ávidos de conseguir
um diferencial para os seus projetos e agradar a quem tem poder
decisão. A conseqüência, evidentemente, será
o prejuízo para os requisitos artístico-culturais que
não tardarão a passar para segundo plano.
Sugiro
que os artistas não percam mais tempo com aperfeiçoamentos,
estudos e saberes ligados ao mundo da cultura. Comecem o quanto antes
a se reciclar se especializando em desnutrição
infantil, violência urbana, doenças epidêmicas e
endêmicas, saneamento básico e outros babados afins,
porque isto sim poderá garantir um lugar ao sol nos novos
tempos que se avizinham.
O feito extraordinário que
alguns dos nossos cineastas conseguiram recentemente, colocando
vários filmes brasileiros na lista dos dez mais vistos nos
cinemas de todo o país, desbancando milionários filmes
norte-americanos e recuperando territórios ocupados no
imaginário da nação terá importância
apenas relativa para os novos administradores das verbas da cultura.
O importante, o que será bacana, é se este ou aquele
cineasta está ou não disposto a organizar um “sopão”
para moradores de rua.
Em qualquer país civilizado a
expressão “contrapartida social da cultura”
não passaria de pleonasmo. Entre nós a coisa é
tratada como achado político e citado por autoridades como se
fora um invento inteligente. Vamos nos socorrer no velho e bom
Aurélio.
“CONTRAPARTIDA : lançamento em conta feito por oposição ao lançamento em outra conta e em sentido oposto, para completar uma partida dobrada. Compensação. Contrapeso.”
A
definição fala por si.
Não chega ser
novidade o fato de as lideranças políticas brasileiras
enxergarem a cultura como artigo supérfluo e cosmético.
O que surpreende é que a atual administração
tenha se distraído a ponto de cometer um ato falho tão
espalhafatoso e, ao mesmo tempo, tão triste. Ela passa o
recibo definitivo de que localiza o fazer cultural fora do
âmbito social, “um outro prato” que depende de
contrapeso. Uma atividade inteiramente dispensável que por não
possuir qualidades autônomas precisa apresentar compensações
para se legitimar. Construção da identidade? Afirmação
da cidadania? Auto-estima nacional? Tudo patacoadas. Querem coisas,
digamos, mais concretas que se possa ver, medir, pesar, apalpar. É
uma visão matuta, convenhamos.
Os bens culturais e
artísticos são para eles uma espécie de
guloseima social. Agem como mães vigilantes que dizem ao filho
“Tá bom, pode devorar este pacote de balas carameladas,
mas no almoço vai ter de comer um nutritivo bife de fígado
com agrião”; ou então: “ deixo você
ingerir esta porcaria de refrigerante desde que me prometa beber um
belo copo de suco de beterraba antes de dormir”. Descontadas as
“firulas” e a demagogia de praxe, esta é a lógica
oculta por de trás desta idéia de jerico da
Secom.
Alguém consegue imaginar o Governo exigindo
contrapartida social para a educação? Para a saúde?
Na verdade esta idéia maluca só põe a nú
o que estamos cansados de saber, aquela antiga sensação
de que cultura só é prioridade na retórica dos
candidatos em campanha e artista só é bom mesmo para
enfeitar palanque.
Ninguém se nega a oferecer
vantagens especiais como retorno à população
quando o produto cultural é financiado com incentivos fiscais.
Como já foi dito acima, desde que entraram em vigor as leis de
incentivo, milhares de espetáculos teatrais, shows, óperas,
concertos, exposições, têm praticado políticas
de preços populares em suas temporadas. Apresentações
beneficentes são realizadas com bastante freqüência,
centenas de eventos oferecem entrada franca. Livros e CDs são
distribuídos com clara redução de custo. Sempre
houve inúmeros projetos específicos de arte-educação
envolvendo seminários, oficinas, palestras, cursos
profissionalizantes, de curta duração, no seguimento
artístico. Projetos nos quais a tônica educativa é
uma finalidade em si e que são planejados e desenvolvidos por
profissionais com formação adequada para isto. Tudo com
recursos incentivados e, em boa parte dos casos, com acesso gratuito.
Não é necessário obrigar um cineasta a se
esfalfar para anexar em seu empreendimento cinematográfico um
plano mirabolante de cunho pedagógico, assunto que não
domina. Mesmo com boa vontade, o resultado será
sofrível.
Ouço com freqüência de
servidores aflitos que muitas Secretarias de Cultura estão
atulhadas de livros e publicações com alta qualidade
editorial e gráfica, encaminhados por produtores que
realizaram os seus projetos com dinheiro público e que, por
força de compromisso, destinaram o material. Pois bem, as
obras não conseguem ser escoadas por falta de estrutura.
Permanecem lá embolorando em ambientes inadequados e cedo ou
tarde terminarão incineradas devido à falta de espaço.
Se a Secom, no âmbito da “Gestão
Estratégica” presente no seu nome, pudesse ajudar a
resolver os complexos problemas de logística envolvidos no
escoamento de todo este material (talvez algumas toneladas) fazendo
com que chegasse às bibliotecas públicas, escolas e
centros-culturais mais distantes do país, já estaria
prestando um grande serviço à sociedade. E, já
que estamos no assunto, poderíamos chamar estas providências
de contrapartida governamental.
*Paulo Pélico, dramaturgo e produtor de cinema e teatro escreveu a peça "Viva o Demiurgo"; é produtor associado do Filme "Sábado", de Ugo Giorgetti, e co-produziu a peça "HONRA" em parceria com a atriz Regina Duarte.
Fonte: Revista Eletrônica Cultura e Mercado.
Arte e Tecnologia juntas na Banda Larga resultam no filho do @
O Engenheiro Matemático e o Artista Plástico...
Arte é algo que você é forçado a olhar e não passar desapercebido. Seus sentidos são aguçados como a fragrância de seu amor, ela deve fazer seus olhos focarem, sua mente voar e suas mãos precisam tocá-la. Você deve olhar e olhar, ela te envolve te leva para o seu interior, dentro de algum lugar, está concluído o trabalho. Isto é Arte! Duas coisas me inspiram como artista: a alma e a mente, a primeira associada diretamente com a arte e a segunda com a tecnologia.O processo da criação deixa minha voz falar em tom alto, como se minha alma gritasse para o mundo. As variações de criação são infinitas, meus sentimentos estão presos, sofro de uma claustrofobia que se libera via o canal da pintura. Ao chegar na tela branca, vejo o desafio do nada e esta é o destino de meus sentimentos mais puros.
Enquanto vivo com a tecnologia que é arte também, mas me permite combinar os elementos e criar algo útil para humanidade. Tecnologia sendo um tipo de arte trabalha com meu lado esquerdo do cérebro. Suporta-me no pensamento metódico permitindo meu lado direito do cérebro criar. Quando pinto é como uma febre, não consigo parar, sou uma pessoa totalmente apaixonada e motivada... Venho trazendo a pintura cada dia mais para minha vida, mas necessito da tecnologia, pois enquanto a arte alimenta minha alma e a tecnologia alimenta minha mente.
Às vezes minhas telas passam felicidade horas tormento, às vezes passam tranqüilidade, às vezes vario o estilo, quebrando a seqüência delas, às vezes elas são claras, fortes e vigorosos oras são frágeis e etéreas. É o meu canal para saída dos meus mais profundos sentimentos, sensações e pensamentos que via de regra não sei como resgatar e quando numa fração de segundo emergem me traindo colocando-me em situações e comportamentos que não posso explicar. Mas o resultando final é a minha essência mais pura, sou o verdadeiro eu.
Hoje junto as duas arte e tecnologia na a banda larga que me ajuda a varrer o mundo, enviar e receber informações em fração de segundos, ter uma realimentação dos meus trabalhos de forma rápida, consigo ver meus amigos e conversar com eles na velocidade da banda larga... Que mudança de paradigma! Como separar tecnologia da arte? Como viver com só uma delas? Elas se complementam! Chamo-me filho do @, navego nas galerias virtuais, estudo nas universidades virtuais, vivo num mundo real.
Imagino que esta busca seja uma catarse, uma tentativa de encontrar a emoção em estado bruto, como se fosse um transe. Este processo tende a iniciar tranqüilo e devagar e na medida em que o caminho começa a surgir eu começo a correr, a correr para chegar ao fim e ver no que vai dar. No momento em que eu sou só tecnologia, é só tecnologia. Quando sou arte, sou só arte. Quero domar os dois lados. Necessito deles.Parece que é um treinamento mental de controlar ora o lado direito, ora o lado esquerdo e colocá-los a meu serviço.
O Direito de errar não existe na tecnologia, mas na arte, o acerto resulta via o erro. Por que somos tão cobrados pelo erro? Não é este que nos permite acertar, como acertar sem errar? Só erra quem faz! Em cada erro nasce a descoberta do acerto que nos permite criar em cima chegando ao ápice da felicidade da alma.
Arte é alimento da Alma. Tecnologia alimenta a mente, os dois me dão vida. Duas metades sempre se juntam e este dueto poderia ser chamado de complemento, onde um sem o outro perderia a força do ineditismo.
*Jeron - Artista plástico associado.
O artista doou para a Ong Ame Campos tela que será arrematada no Leilão Beneficente do VIVO Market Plaza de Campos do Jordão.
São Paulo sediará o 1º Fórum Mundial de Cultura em 2004
Trechos do artigo de Israel do Vale - Folha de S. Paulo-Salvado r- Ilustrada-11/12/2002.
Os olhos mais atentos do mundo das artes voltam-se para São Paulo em 2004. Durante dez dias, a cidade será uma ONU Cultural, com representações de todos os continentes desdobradas em conferências, mostras e espetáculos, base da primeira edição do Fórum Mundial de Cultura. - É o primeiro evento para as comemorações dos 450 anos da cidade - justamente em janeiro, me do aniversário.
Itinerante e trienal, o Fórum Mundial de Cultura vem sendo acalentado desde 1997. A idéia surgiu de conferências na França e Itália, promovidas por organismos de cooperação mundial focados em cultura, mas ganhou impulso em 1998, a partir de um encontro organizado pela ONU e a Unesco em Estocolmo.
“A intenção é criar meios de monitorar a cultura global e inverter esta mão única estética, na produção e distribuição”, diz Ruy Cezar Silva, diretor do Instituto Casa Via Magia, de Salvador, um dos principais articuladores para a vinda do Fórum ao Brasil.
Também pleitearam o evento a África do Sul, Emirados Árabes, Hong Kong, México, Argentina, França e EUA. - todos retiraram a candidatura em favor do Brasil. “O ponto decisivo foi a facilidade de interlocução do Brasil com o mundo árabe, Ásia, África e América Latina, num momento em que há tanta restrição à circulação de pessoas na Europa e EUA”, explica Cezar Silva. - A Escolha de São Paulo como cidade-sede deve-se não só à infra-estrutura, mas à multiplicidade cultural que a cidade comporta. Rio e Salvador manifestaram interesse. “Não queríamos fazer um leilão”, diz Cezar Silva.
A preocupação de desvincular o Fórum Mundial de poder público gerou uma série de articulações com a sociedade civil. “Os primeiros que procuramos foram o Sesc e o Itaú Cultural”, Outra adesão de peso foi a do Gife, o Grupo de Instituto e Fundações, que congrega cerca de 60 centros culturais privados brasileiros.
O envolvimento do Gife não implica o comprometimento automático de todas as instituições que o integram, diz Rebeca Raposo, diretora-executiva do grupo.
Cultura e Mercado divulga em sua revista eletrônica de 29/04/2003 que Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc/SP, coordenará o Fórum Cultural.
O Fórum Cultural que está no processo de definição da sua estrutura, anuncia também os nomes dos nove integrantes do conselho diretor; Celso Frateschi (secretário municipal de Cultura de São Paulo), Cláudia Costin (secretária paulista da Cultura), Iara Pietricovsky (do INESC-Inst.de Estudos Sócio-econômicos), Paulo Miguez (assessor do ministro da Cultura Gilberto Gil), Rebecca Raposo (diretora-executiva do GIFE-Grupo de Inst, Fundações e Empresas), Regina Novaes (UFRJ e Ibase-Inst.Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Ruy César (Inst.Cultural Casa Via Magia) e Walter Roberto Malta.
No processo internacional de discussão, o conselho diretor procurará abarcar a maior diversidade possível de temas e países. Grande demanda de participação surpreende organizadores.
Arrumando a Casa
O ministro Gilberto Gil vem tomando inúmeras providências para superar não apenas a escassez de recursos, mas também os problemas de ordem burocrática que engessam as atividades do Ministério. Cultura e Mercado destaca as últimas ações de Gilberto Gil com esse objetivo: a proposta de reestruturar o MinC, que agora será analisada por José Dirceu, a busca de apoio no Congresso Nacional, para alterar a Lei Rouanet e implantar a Loteria Cultural, e a formação de um “grupo de amigos da cultura”.
Outro destaque da revista eletrônica do setor cultural é a tentativa de estender às atividades esportivas os benefícios da Lei Rouanet. Essa proposta surgiu e logo depois foi vetada.
Destaques:
·Reestruturação do MinC depende de José Dirceu:
Proposta de Gilberto Gil de eliminar todas as atuais secretarias do MinC e criar novos órgãos foi aprovada por Guido Mantega, do Planejamento, e agora chega à Casa Civil.
·Ancine deve ir ao Ministério da Cultura:
Gilberto Gil, Ministro da Cultura, José Dirceu, da Casa Civil e Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, marcaram reunião para fechar o assunto, atendendo a pedido dos cineastas.
·Vetada proposta de incluir esporte na Lei Rouanet:
Artigo que considera o esporte patrimônio cultural foi retirado da Medida Provisória 79, cujo projeto de conversão tramita no Congresso.
Fonte: Cultura e Mercado/Instituto Pensarte - Trechos da revista eletrônica do setor cultural -Boletim nº 9 - Ano II.